O solo "Vozes do outono" foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura pelo Edital 265-10 de Pesquisa em Dança da Casa Hoffmann Centro de Estudo de Movimentos em 2011 pela Fundação Cultural de Curitiba. A estreia aconteceu no dia 27 de setembro de 2011 no evento DANCON Liga Cultural de Dança em Belo Horizonte.

domingo, 30 de junho de 2013

Release da obra / Ficha técnica

DANCON - Liga cultural de dança<br />Camaleões: Festa contemporânea , Clênio Magalhães + Foto Persona BH<br />©netun lima/Divulgação

Entende-se que para vivermos bem precisamos compreender a morte. O Outono é o preparo para a chegada do Inverno. O solo “Vozes do Outono” fala dos questionamentos que surgem nesse momento: O que é paz de espírito? É possível sentir intensamente o Outono? Para que serve o Inverno? Essas perguntas são dadas ao público por meio de ‘Haikais’ dançantes. São imagens cênicas contemplativas, que podem vir a ser reflexões. Em busca dessas metáforas, o solo transita na tênue diferença entre gesto, símbolo, teatro e dança. Apesar disso, essas diferenças pouco importam em cena, pois os contornos entre elas desaparecem transformando-se apenas em imagens poéticas dentro de uma atmosfera cênica etérea. Inspirando-se no ‘Haikai’, a obra não procura dar respostas ao público, pois cada espectador precisa buscá-las dentro de si mesmo. Assim, as perguntas poéticas precisam ser correspondidas com imagens poéticas pessoais. O solo “Vozes do Outono” é um trabalho que explora a natureza efêmera da dança numa metalinguagem própria à Vida.

  • Criação e interpretação: Yiuki Doi
  • Orientação artística: Ailton Galvão, Cintia Napoli e Olga Nenevê
  • Concepção sonora: Edith de Camargo e Yiuki Doi
  • Iluminação: Erika Mityko e Yiuki Doi
  • Figurino e cenário: Yiuki Doi
  • Produção: Cindy Napoli
  • Realização: desCompanhia de dança
  • Tempo da obra: 19 minutos
  • Público: Jovens e Adultos

 


Voices of the Autumn

It's undersood that for us to live well, we must understand death. Autumn is the preparation for the arrival of winter. The solo "Voices of the Autumn" speaks of the emerging questioning of this time: What is it to be at peace? Is it possible to intensely feel the autumn? What is the winter any good for? These are questions brought to public through dancing 'Haikais'. They are contemplative scenic images, which may come to be reflections. In search of these metaphors, the solo transits in the tenuous difference between gesture, symbol, theatre and dance. Despite this, these differences are of little importance in scene, for the contours between them disappear turning them into poetic images in an ethereal scenic atmosphere. Inspired by the 'Haikai', the piece does not seek to provide answers to the public, for each spectator must find these within themselves. This way, the poetic questions must be corresponded with personal poetic images. The solo "Voices of the Autumn" is a work which explores the ephemeral nature of dance in a metalanguage proper to Life.

Vozes do Outono, 15 de Junho de 2013: Apresentação no Assentamento dos Contestado do MST, Lapa – PR

Foi um grande prazer poder compartilhar o “Vozes do Outono” no projeto PRONATEC/2013 (Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego) realizado em parceria com o IFPR (Instituto Federal do Paraná) através da Agente Cultural Sylviane Guilherme. A apresentação aconteceu no dia 15 de julho de 2013, às 20h, no Assentamento Contestado do MST no Município da Lapa – PR .
Este solo nasceu com a vontade de poder apresentá-lo em lugares mais variados: (igreja, associações, escolas, etc.), por isso ele foi configurado com a platéia em semi-arena, com cenário fácil de transportar e com uma Iluminação simples. Acho importante criarmos trabalhos “pocket” a fim de levar uma magia cênica em lugares alternativos.
Muito obrigado pela oportunidade.
Abraços. Yiuki Doi

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vozes do Outono - EM CAPTAÇÃO (2013-2014)

Projeto aprovado na Edital Mecenato Subsidiado 2012 da Fundação Cultural de Curitiba.

Com prazer comunicamos a aprovação do projeto, agora estamos na fase de captação. Este projeto Haikais Dançante dará continuidade e à pesquisa do solo Vozes do Outono. As Empresas Curitibanas interessadas em incentivar o projeto poderão disponibilizar o ISS (Imposto sobre Serviços) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) diretamente para ele. A seguir o nosso contato e a proposta do projeto. Atenciosamente. Equipe desCompanhia

desCompanhia de dança
descompanhiadedança@gmail.com
+55 41 3233 8034
skype: descompanhia

HAIKAIS DANÇANTES
Solo de dança contemporânea
Direção Artística: Cintia Napoli
Bailarino Criador: Yiuki Doi

capa CAPITAÇÃO 130414Y

 

Proposta do projeto:

Produção e circulação de um solo de dança contemporânea em lugares alternativos como museus, ruas da cidadania, escolas de ensino regular, universidades, entre outros. Após a produção e circulação do espetáculo nas regionais de Curitiba, a proposta do projeto é realizar uma temporada de três semanas no teatro incentivando dessa maneira a comunidade frequentá-lo. Para tal fim, a circulação do espetáculo será gratuita e a temporada terá ingressos acessíveis. O projeto Haikais Dançantes ainda prevê a realização da palestra “Um olhar sobre a dança em Curitiba sob a perspectiva da contemporaneidade” na abertura da temporada no teatro com a Cristiane Wosniak (Prof. da Faculdade de Artes do Paraná e Curso de Dança Moderna da UFPR). A partir dessas ações conjuntas, o projeto propõe formação de plateia em dança contemporânea, fomento à arte e à cultura na cidade de Curitiba.

O projeto Haikais Dançantes buscará imagens poéticas que se transformam em reflexões através de uma dança efêmera como a vida. Entende-se que para vivermos bem precisamos compreender a morte.

sábado, 18 de agosto de 2012

Release da obra / Ficha técnica

DANCON - Liga cultural de dança<br />Camaleões: Festa contemporânea , Clênio Magalhães + Foto Persona BH<br />©netun lima/Divulgação

Entende-se que para vivermos bem precisamos compreender a morte. O Outono é o preparo para a chegada do Inverno. O solo “Vozes do Outono” fala dos questionamentos que surgem nesse momento: O que é paz de espírito? É possível sentir intensamente o Outono? Para que serve o Inverno? Essas perguntas são dadas ao público por meio de ‘Haikais’ dançantes. São imagens cênicas contemplativas, que podem vir a ser reflexões. Em busca dessas metáforas, o solo transita na tênue diferença entre gesto, símbolo, teatro e dança. Apesar disso, essas diferenças pouco importam em cena, pois os contornos entre elas desaparecem transformando-se apenas em imagens poéticas dentro de uma atmosfera cênica etérea. Inspirando-se no ‘Haikai’, a obra não procura dar respostas ao público, pois cada espectador precisa buscá-las dentro de si mesmo. Assim, as perguntas poéticas precisam ser correspondidas com imagens poéticas pessoais. O solo “Vozes do Outono” é um trabalho que explora a natureza efêmera da dança numa metalinguagem própria à Vida.

  • Criação e interpretação: Yiuki Doi
  • Orientação artística: Ailton Galvão, Cintia Napoli e Olga Nenevê
  • Concepção sonora: Edith de Camargo e Yiuki Doi
  • Iluminação: Erika Mityko e Yiuki Doi
  • Figurino e cenário: Yiuki Doi
  • Produção: Cindy Napoli
  • Realização: desCompanhia de dança
  • Tempo da obra: 19 minutos
  • Público: Jovens e Adultos

 


Voices of the Autumn

It's undersood that for us to live well, we must understand death. Autumn is the preparation for the arrival of winter. The solo "Voices of the Autumn" speaks of the emerging questioning of this time: What is it to be at peace? Is it possible to intensely feel the autumn? What is the winter any good for? These are questions brought to public through dancing 'Haikais'. They are contemplative scenic images, which may come to be reflections. In search of these metaphors, the solo transits in the tenuous difference between gesture, symbol, theatre and dance. Despite this, these differences are of little importance in scene, for the contours between them disappear turning them into poetic images in an ethereal scenic atmosphere. Inspired by the 'Haikai', the piece does not seek to provide answers to the public, for each spectator must find these within themselves. This way, the poetic questions must be corresponded with personal poetic images. The solo "Voices of the Autumn" is a work which explores the ephemeral nature of dance in a metalanguage proper to Life.

Kirigami–Lisa Rodden

Imagem abaixo retirado deste site.

A artista australiana Lisa Rodden corta e dobra pedaços de papel em cima de pinturas em tinta acrílica para criar essas incríveis esculturas.

 


p.s. encontrei outra artista bacana que utiliza técnica similar. Yiuki

Artist:Eiko Ojala.
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domingo, 29 de julho de 2012

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A seguir se encontram as anotações do processo de criação do solo. Muitas vezes os relatos são didáticos demais, mas isso se deve à necessidade compartilhar o universo de pesquisa e criação da dança para um público geral e, principalmente, para a administração pública do município de Curitiba.

Yiuki Doi

sábado, 3 de março de 2012

Proposta de encenação

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A presente obra visa, através de atos cênicos, propor reflexões a respeito das relações entre morte e vida, entendendo que a primeira é inerente à segunda, uma vez que a interdependência dos opostos é uma condição existencial dos entes em processo de sucessivas transformações. Isto é Vida.

Partindo desse ponto de partida, a dramaturgia cênica foi tecida relacionando o sagrado e o profano, por exemplo: rastejamento e vôo; razão e desrazão; rompimento e tradição; fecundação e esvanecimento; eternidade e efemeridade; nascimento e morte; casulo e sepulto; confetes e cinzas, etc. Além destes fenômenos contrastantes, dialéticos, entrelaçou-se cenicamente o entendimento de que a demasiada clareza da obra artística não oferece necessariamente o devido espaço para a ampliação do ato de imaginação do público. Sendo assim, o paradoxo causado pelas dualidades, além de condizer com a temática da obra, possui a função de eduzir a imaginação do espectador por meio de um estado de obnubilação.

A tentativa em estimular a imaginação do público aliada à temática da obra aproximou a pesquisa dramatúrgica ao Haikai.

O Haikai é uma poesia nipônica sucinta (três linhas e dezessete sílabas) que possui o objetivo de “capturar a essência do local numa poesia contemplativa e descritiva com grande valorização nos contrastes, na transformação e dinâmica, na cor, nas estações do ano, na união com a natureza, no que é momentâneo versus o que é eterno”(1). A afinidade com essa forma de poesia trouxe ao solo a investigação de movimento inspirada no aspecto psicológico e representativo dos cinco elementos da natureza: água, terra, árvore, fogo e ar.

Para concatenar a complexidade preposta, a escolha do material cênico foi demorada e crucial; afinal, era necessário encontrar um potencial imagético que abordasse todas essas peculiaridades. Após três meses de pesquisa, a solução encontrada foi mostrar a interação entre contrastes estéticos que a dança do intérprete criava, interagindo com o figurino e o cenário pesquisado:

  • Figurino: camisa social branca de manga super comprida;
  • Cenário: chão repleto de confetes de carnaval.

Assim, juntando com a investigação das imagens internas do bailarino, que conduz suas improvisações, definiu-se que o seu trabalho cênico seria o de promover certa atmosfera do teatro por meio desses dois elementos, os quais interatuados pelo movimento da dança poderiam evocar imagens de vida e morte ao público. Também, condizendo com a temática, as telas pintadas deveriam ser sucessivamente desfiguradas por uma dança que estimulasse as sensações ancestrais humanas por meio de gesto, rito e simbologia.

Por fim, de todo este processo ora exposto é um solo singelo, contemplativo, sem virtuosismo físico, mas que propõe um dueto com a imaginação do espectador através da abstração daquilo que é inteligível em cena; trata-se, portanto, de obra aberta de interpretação para espaços alternativos a fim de difundir esta modalidade de arte e promover a formação de um público voltado à dança contemporânea, a qual seja possível contemplar uma diversidade de espaços tais como salas de aula em escolas múltiplas, espaços abertos ou não em museus, espaços ociosos em prédios de administração pública, associações, igrejas, teatro intimista, etc.

(1) Retirado do texto “O zen e a arte do Haikai” hospedado no endereço eletrônico: http://www.insite.com.br/rodrigo/poet/haikai.html

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mapa de Luz

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Quarta-feira de Cinzas

Dia nublado em quarta-feira de cinza. Às vezes acho que dormir é bom, pois sei que quando acordo o tempo mudou a paisagem.

O jardim Zen

Texto original retirado deste site.

Mais tarde, o idealismo da Era Heian tornou-se realidade. Durante as Eras feudais de Kamakura (1185~1333) e Muromachi (1333~1568), os jardins mais construídos no Japão eram aqueles provenientes dos conceitos do Zen-Budismo.

Estes são chamados de kare-san-sui (literalmente, seco-montanha-água), nome que alude à composição deste jardim, que cria um cenário metafórico de montanhas e águas (rios ou mares), sem que nenhuma água real seja utilizada. A areia do chão é varrida, representando o fluir das águas, e as pedras dispostas de forma que remetam a montanhas. Esse tipo de jardim, normalmente possui uma extensão pequena, não sendo próprio para que se passeie por ele, mas sim para que seja explorado mentalmente.

Muitas fábulas Budistas podem ser transmitidas pela disposição de seus componentes e sua confecção e manutenção é, geralmente, tida como um exercício de meditação para os monges Zen, os quais consideram manter o jardim limpo e organizado um meio de manter a alma pura e concentrada.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Olhar

O olhar me parece que é o instantes em que dois universos se tocam. Esses encontros podem acontecer por meio de várias circunstancias energéticas: Ying e Yang que se aproximam, interesses intelectuais em comum, admiração ao virtuosismo, afetividade em comum, competitividade profissional, etc. Com os estudos da desCompanhia de dança compreendi que posso mudar a polaridade e o estado do meu ser a fim de obter diferentes conectividade/relações com outros mundos. Contudo antes de modificar o meu sistema energético necessito do “olhar elevado” como se fosse um “satori” do instante. Seria um estado não-manifestado para compreendermos o nosso entorno. Com ela posso fazer uma escolha mais consciente do meu foco. Nesse aspecto quando a diretora artística Cintia Napoli solicita que eu respire e pause para reconectar e atualizar em cena, vejo que é uma decisão sábia, mas que na maioria das vezes é difícil fazer, pois em questão de atuação cênica não posso me zerar totalmente. A partir desse paradoxo compreendi que existe um Satori, com S maiúsculo, e outros micros satoris dentro do estar humano, seja no palco ou na vida real. Vislumbrar esses micros-satoris mantendo as demais manifestações escolhidas é o grande desafio para mim como ser humano e artista. Yiuki Doi

P.S. Parece-me que a melhor forma de estar no instante presente é uma busca da atenção no corpo: Respiração, textura, perceber o olhar do público, temperatura do ambiente, etc.

sábado, 7 de janeiro de 2012

HAIGA

Haiga (俳画 - "desenho de haikai") é o nome que se dá, em japonês, à imagem que ilustra um haicai, normalmente uma pintura. Quem faz a haiga pode ser o próprio poeta (o haijin, ou seja, escritor de haicais), ou às vezes outra pessoa qualquer, porém ela tem sempre o fim de complementar a ideia exposta no haicai. Uma haiga sempre é um desenho simples, com traços singelos. A haiga (pronuncia-se haigá) serve para complementar o haikai, que por si só já é um poema conciso, apesar de delicado.

Acima, uma haiga feita por Yosa Buson.

Tradicionalmente, essa pintura é feita com o mesmo pincel que o artistas escrevem os versos do poema, em cores e tons semelhantes, para preservar a harmonia do haikai. Um dos primeiros a fazer esse tipo de arte foi Bashō, o maior de todos os haijins, embora não tenha sido ele o criador da haiga. Vale lembrar que no Japão a prática de fazer uma imagem para ilustrar os versos não existe só no haikai, ela está em todas as outras formas de poesia.

Texto acima retirado do Wikipédia. Yiuki Doi

Segue abaixo imagens enviadas pela Bel Nejur da desCompanhia de dança que fizeram recordar o solo Vozes do Outono:

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CARTAS A UM JOVEM POETA (1ª Carta) - Rainer Maria Rilke

Em 2006, a minha mestra e diretora, Cintia Napoli, solicitou para que a companhia inteira lesse esse livro. Foi o marco da mudança da desCompanhia de dança, após isso, por vários motivos as pessoas começaram a sair, ficaram somente dois bailarinos:  Juliana Adur e eu. Lembro que na época eu não tinha compreensão do que é viver dessa maneira, era um universo muito distante. Hoje sinto que algo mudou, e gosto de recordar essa carta que é simbólico à minha vida. O interessante é que para mim o caminho para ser artista não aconteceu de uma hora para outra. Ele se abriu no caminhar, e acima de tudo na decisão de seguir o desconhecido. Não importa se possuimos todas as características necessárias para esta devoção. O importante é seguir, continuar, e no meio disso tudo, algo acontece num intervalo de tempo desconhecido. Lembro de uma personagem de um anime que não tinha emoção, o pai que tinha emoção dizia à filha: Sorria, querida, mesmo que seja pela forma, coloque os dedos nas laterais da boca e levante-as.  De tanto repetir, um dia, algo acontecerá e o sorriso tomará conta do seu rosto. Existem coisas que acontecem dessa maneira.
P.S. Atualmente a desCompanhia possui 4 bailarinos, 1 Produtora, 1 Diretora e 1 Iluminador. Além deles gostamos de fazer parcerias com pessoas com continuidade.

Paris, 17 de fevereiro de 1903

Prezadíssimo Senhor,

Sua carta alcançou-me apenas há poucos dias. Quero agradecer-lhe a grande e amável confiança. Pouco mais posso fazer. Não posso entrar em considerações acerca da feição de seus versos, pois sou alheio a toda e qualquer intenção crítica. Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal-entendidos mais ou menos felizes. As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizívies quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, — seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efêmera.

Depois de feito este reparo, dir-lhe-ei ainda que seus versos não possuem feição própria, somente acenos discretos e velados de personalidade. É o que sinto com a maior clareza no último poema Minha alma. Aí, algo de peculiar procura expressão e forma. No belo poema A Leopardi talvez uma espécie de parentesco com esse grande solitário esteja apontando. No entanto, as poesias nada têm ainda de próprio e de independente, nem mesmo a última, nem mesmo a dirigida a Leopardi. Sua amável carta que as acompanha não deixou de me explicar certa insuficiência que senti ao ler seus versos sem que a pudesse definir explicitamente. Pergunta se os seus versos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outras poesias e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator. Pois bem — usando da licença que me deu de aconselhá-lo — peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, — ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza — relate tudo isto com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas do seu ambiente, as imagens dos seus sonhos e os objetos de sua lembrança. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente. Mesmo que se encontrasse numa prisão, cujas paredes impedissem todos os ruídos do mundo de chegar aos seus ouvidos, não lhe ficaria sempre sua infância, esta esplêndida e régia riqueza, esse tesouro de recordações? Volte a atenção para ela. Procure soerguer as sensações submersas deste longínquo passado: sua personalidade há de reforçar-se, sua solidão há de alargar-se e transformar-se numa habitação entre o lusco e fusco diante do qual o ruído dos outros passa longe, sem nela penetrar. Se depois desta volta para dentro, deste ensimesmar-se, brotarem versos, não mais pensará em perguntar seja a quem for se são bons. Nem tão pouco tentará interessar as revistas por esses seus trabalhos, pois há de ver neles sua querida propriedade natural, um pedaço e uma voz de sua vida. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade. Neste caráter de origem está o seu critério, — o único existente. Também, meu prezado Senhor, não lhe posso dar outro conselho fora deste: entrar em si e examinar as profundidades de onde jorra sua vida; na fonte desta é que encontrará resposta à questão de saber se deve criar. Aceite-a tal como se lhe apresentar à primeira vista sem procurar interpretá-la. Talvez venha significar que o Senhor é chamado a ser um artista. Nesse caso aceite o destino e carregue-o com seu peso e a sua grandeza, sem nunca se preocupar com recompensa que possa vir de fora. O criador, com efeito, deve ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si e nessa natureza a que se aliou.

Mas talvez se dê o caso de, após essa decida em si mesmo e em seu âmago solitário, ter o Senhor de renunciar a se tornar poeta. (Basta como já disse, sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo). Mesmo assim, o exame de sua consciência que lhe peço não terá sido inútil. Sua vida, a partir desse momento, há de encontrar caminhos próprios. Que sejam bons, ricos e largos é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir.

Que mais lhe devo dizer? Parece-me que tudo foi acentuado segundo convinha. Afinal de contas, queria apenas sugerir-lhe que se deixasse chegar com discrição e gravidade ao termo de sua evolução. Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa.

Foi com alegria que encontrei em sua carta o nome do professor Horacek; guardo por este amável sábio uma grande estima e uma gratidão que desafia os anos. Fale-lhe, por favor, neste meu sentimento. É bondade dele lembrar-se ainda de mim; e eu sei apreciá-la.

Restituo-lhe ao mesmo tempo os versos que me veio confiar amigavelmente. Agradeço-lhe mais uma vez a grandeza e a cordialidade de sua confiança. Procurei por meio desta resposta sincera, feita o melhor que pude, tornar-me um pouco mais digno dela do que realmente sou, em minha qualidade de estranho.

Com todo o devotamento e toda a simpatia,

Rainer Maria Rilke

domingo, 4 de dezembro de 2011

Pureza

Separar-se de um relacionamento, lavar os pratos após as refeições, sair de bem do emprego, deixar a rua limpa, etc.
Percebo que não deixar rastros é difícil, pois enquanto vivos sempre deixamos marcas.
Hoje, admiro a folha branca e o silêncio, pois são puros na essência.
Buscar-me ser puro para que seja feita uma manifestação consciente… Esse é o meu eterno desafio diário.

Yiuki Doi

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Yiuki Doi (Curriculum)

Blog Vozes Yiuki Doi CurriculumDançarino e professor do projeto SummuS Contato Improvisação (2010-). Fez parte da desCompanhiade dança durante 10 anos (2005-2015). Foi bolsista residente da Casa Hoffmann Centro de Estudos do Movimento de Curitiba no ano de 2011 e 2012.

Com experiência maior em dança contemporânea, conheceu o Contato Improvisação em 2007. Mantendo atualização constante em workshops, participou do III, IV e VIII Encontro Internacional de Contato Improvisação de São Paulo (2011, 2012 e 2017). Em 2014, foi professor no Sul em Contato – Festival Internacional de Contato Improvisação de Porto Alegre.

Entre seus professores de CI, facilitadores, se encontram: Olase Freeman, Ralf Jaroschinski, Ana Alonso, Nita Little, Paula Zacharias, Cris Turdo, Fernanda Carvalho Leite, Nita Little, Diogo Granato, Fernando Neder, Daniela Schwartz, Eckhard Mueller, Autarco Arfini, Alessandro Rivellino, Juliana Vicari, Lior Ophir, Marina Scandolara, Ryan Lebrão, OberDan Piantino, Leo Serrano e Hugo Leonardo.

Como artista criador fez parte da montagem do espetáculo “allsense (Grupo, 2005)”, “Ainda é rosa (Solo, 2007)”, “Lugares de mim (Grupo, 2008)”, “Feche os Olhos para Olhar (Grupo, 2010)”, "Vozes do Outono" (Solo, 2011), “sobre sujeitos, objetos e afetos” (Grupo, 2012)", “IN-REAL acontecimentos poéticos” (Grupo,2012),  Input (Grupo, 2014), “Plaftpet” (Grupo 2015) da desCompanhia de dança. Através desses trabalhos, participou do Programa Destino Brasil Dança do Canal Brasil (2014); do Projeto Modos de Existir - SESC Pompeia/SP (2013); das Semanas de Dança do Centro Cultural São Paulo (2013); Festival Internacional de Dança de Ingostadt / Alemanha (2011); entre outros eventos de dança.

Como ativista cultural foi integrante do Fórum de Dança de Curitiba (2010-2016), membro da Comissão do Fundo Municipal de Cultura de Curitiba (2016), delegado setorial da dança na Conferência Extraordinária da Cultura de Curitiba 2014, delegado da cultura da Conferência de Cultura da Macrorregião de Curitiba 2012 e integrante do Conselho Municipal da Cultura de Curitiba (2010-2012)

Formado em Desenho Industrial Programação Visual pela UFPR também é sócio administrativo da Star T Design (2007-). Atualmente está graduando em Licenciatura em Dança pela FAP/UNESPAR.

“Vozes do Outono” no Museu Oscar Niemeyer / 04 de Dezembro de 2011 (Curitiba – PR)

“Dança Performativa no MON
com a curadoria de Rosemeri Rocha”

  • Solos: “Vozes do Outono”
  • Data: 04 de Dezembro de 2011 (domingo)
  • Horário: apartir das 14:30 (haverá vários performances em seqüencia, favor verificar os horários na programação abaixo)
  • Endereço: Museu Oscar Niemeyer, R. Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba, Paraná – Brasil CEP: 80530230
  • Entrada: Gratuita
  • Programação: no informativo abaixo.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AS METÁFORAS DANÇADAS - Fátima Wachowicz

AS METÁFORAS DANÇADAS
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Dança, metáfora, ciências cognitivas

Relacionar a dança e as ciências cognitivas foi a estratégia utilizada para a pesquisa de mestrado intitulada: “Embodied, um espetáculo de metáforas dançadas”, defendida em novembro/2005, junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A Embodied Cognitive Science foi aplicada como fundamentação teórica, sobretudo no que se refere ao estudo das metáforas, abordado por George Lakoff e Mark Johnson nas publicações de 1999(Philosophy in the Flesh-The Embodied Mind its Challenge to Western Thought) e 2002 (Metáforas da vida cotidiana). As hipóteses filosóficas apontadas pelos autores Lakoff e Johnson propõem a mudança paradigmática sobre a natureza da razão, afirmam o conceito de pensamento metafórico, a incorporação da mente
(embodied mind), e indicam, ainda, que o pensamento, assim como as ações, decorrem do sistema sensoriomotor, porém se manifestam de maneiras diferentes. Assim, a cognição é o espaço onde o corpo, o ambiente e o cérebro estão acoplados densamente, e a metáfora tornase uma importante ferramenta cognitiva.

Os autores sugerem, nas publicações de 1999 e 2002, que a razão é o fundamento ou causa justificativa de uma ação, atitude ou ponto de vista; que é a crença filosófica que define as características humanas (LAKOFF E JOHNSON, 1999:4). Então, uma mudança na visão de
razão significa uma alteração na crença filosófica e nos parâmetros referenciais de observação e pesquisa de um objeto, qual seja, artística, científica ou outra.

Desta maneira, os autores identificam uma mudança radical sobre o que é razão, sua natureza e como ela opera, e sugerem três pressupostos que afetam aspectos centrais da tradicional filosofia ocidental1: o conceito embodied mind (mente incorporada), o pensamento metafórico e o subconsciente cognitivo.

O conceito embodied mind afirma que as ações de raciocinar, perceber e executar funções corporais encontram-se densamente interconectadas em nosso cérebro. Isto leva a acreditar que muito da inferência conceitual é inferência sensoriomotora. E assegura, ainda, que razão não é completamente consciente; não é puramente literal, mas largamente metafórica e imaginativa; e também não é impassional, mas engajada emocionalmente.

O conceito de pensamento metafórico propõe que metáforas são inferências relativas ao fenômeno sensorial e à atividade motora em concomitância, decorrentes da ativação de conexões neurais, nas quais se estruturam os conceitos de experiências e julgamentos subjetivos.

Assim, pode-se pensar que metáforas não são simples formas de articulação de palavras, mas estratégias de pensamento e ação. Divergindo da idéia que ainda prevalece, porém, é anacrônica e localiza a metáfora apenas como um ornamento lingüístico destituído de importante valor cognitivo.

Uma manifestação de dança já é possuidora de conceitos estéticos e, nesta perspectiva, de valores políticos. Referenciais filosóficos, estéticos e políticos estão ordenados e conectados como uma malha conceitual que intercambia informações e, a partir desta permuta, criamse
e recriam-se formas e significados. Na dança, metáforas podem se estabelecer e vir a atuar nas ações de movimentos durante um espetáculo, pois se estruturam nos conceitos de experiências e julgamentos subjetivos dos intérpretes. Observa- se que os dançarinos podem sugerir metáforas como estratégias de pensamento e ação e que os mesmos parecem atuar como agentes metafóricos que compreendem e experimentam uma coisa em relação à outra.

Segundo Lakoff e Johnson, a razão é fundamentalmente embodied e esse é o achado das ciências cognitivas, do qual se destaca um aspecto: articula que é a razão tramada com os corpos e peculiaridades do cérebro, e que esses resultados dizem que os corpos, os cérebros e as interações com o ambiente provêm da mais inconsciente base da metafísica diária, que é o senso do que é real. O senso do que é real começa nas dependências cruciais entre o corpo, especialmente o aparato sensoriomotor, o qual permite ao corpo perceber, mover e manipular, e nas estruturas detalhadas dos cérebros, as quais teriam sido formatadas em ambas evoluções e experiências.

Uma vez que o corpo apreendeu uma informação, tem-se a necessidade de categorizar e organizar as informações. Tais categorias seriam, então, formadas pelo nosso embodiement. Para os autores, a formação e uso das categorias são a essência da experiência. Os corpos e cérebros estão constantemente engajando informações e categorizandoas.

A nova que chega aos neurônios do cérebro é distribuída no corpo em rede, e a rede perceptiva fornece a informação ao corpo. Desta maneira, entende-se que os pensamentos passam pela motricidade, assim como a noção de amor ou as noções abstratas.

Percebe-se, portanto, que a metáfora envolve a compreensão de um domínio da experiência, e pode ser entendida como um mapeamento.

Os autores entendem que “nenhuma metáfora pode ser compreendida ou até mesmo representada de forma adequada, independentemente de sua base experiencial” (L&J: 2002,68).

Pode-se sugerir que um dançarino, ao experimentar a qualidade de um objeto, ou uma manifestação da natureza, como o vento ou a água, ou um estado moral, ou outra qualidade que lhe interesse no movimento, em seu corpo, ele está investigando um conceito metafórico, uma vez que se entende que “a metáfora não é uma questão apenas de linguagem, mas de pensamento e razão” (LAKOFF E JOHNSON, 2002:25).

Em uma dança, um leitmotiv é o motivo condutor, é a idéia sobre a qual se insiste com freqüência, a repetição de determinado tema que envolve uma significação especial naquela dança. Já a idéia de experimentar uma qualidade de movimento no corpo e dançar a experiência de tal conceito, explorando as possibilidades de movimentos, observando como o corpo se comporta ao executar esta proposta, não seria um leitmotiv, o tema que se repete, mas uma idéia que está lá, no corpo. Uma metáfora experimentada no corpo.

Pode-se pensar, então, que uma metáfora estrutura um conceito, ou pelo menos é material indispensável para isso. Assim, concorda-se que pensamento não é algo puramente objetivo e definido pelo mundo externo, mas que o modo como se pensa está inseparavelmente ligado ao modo como o corpo se orienta e atua no mundo.

Os autores utilizam o exemplo de uma corrida, que existe no tempo e no espaço e é bem demarcada. Ao seguir esta linha de raciocínio, ajustando-a para um espetáculo, constata-se que este também existe no tempo e no espaço, e pode ser visto como um recipiente, pois contém objetos (os participantes), é um evento que começa e acaba (início e fim são objetos metafóricos), e possui uma atividade inserida, que pode incluir dança, atuação, performance, qual seja, uma substância metafórica contida no recipiente. Um espetáculo é um recipiente, capaz de comportar outras metáforas.

É importante ressaltar que um recipiente é aqui sugerido como o ponto de convergência de uma atividade, passível de trocas de informações entre seus componentes e com o ambiente. O recipiente é compreendido como o lugar para onde correm informações vindas de vários pontos, o receptáculo que agrega o conjunto das partes de um todo, que coordenados entre si funcionam como uma estrutura organizada e trocam informações, experiências e habilidades com o exterior, o “lado de fora”, ou seja, o ambiente. Sendo uma corrida ou um espetáculo este recipiente, ele apresenta o estado de fase em que se encontra aquele sistema, que pode compreender séries ou ciclos de modificações em qualquer estágio ou etapa de sua evolução.

O presente trabalho procurou investigar algumas possíveis relações entre este novo paradigma chamado de embodied cognitive science e o objeto artístico, buscando o entendimento de como ocorre a interação entre tais conceitos e a dança, examinando possibilidades de relações entre os conhecimentos artísticos e científicos por acreditar serem sutis as interfaces entre estas duas áreas de conhecimento. Assumindo o pressuposto no qual corpo/mente são vistos como contínuo, em que se pode compreender o mundo por meio de metáforas construídas com base nas experiências corporais, e tendo o conceito de metáfora como um mecanismo fundamental para a compreensão das experiências artísticas.

Nota

1 Uma longa tradição em filosofia afirmou com segurança que a mente deveria ser uma entidade não corporal, constituída como uma substância mental. Esta tese compõe a base do pensamento filosófico ocidental e é conhecida como dualismo cartesiano. Cartesiano por ter sido proposta por René Descartes, e dualista por propor duas substâncias para explicar os eventos no mundo: a mental e a física/ material.

Bibliografia

DAMASIO, Antonio. O erro de Descartes. São Paulo: Cia das Letras, 1994.

DUPUY, Jean-Pierre. Nas origens das ciências cognitivas. São Paulo: UNESP,1995.

JOHNSON, Mark. Embodied Reason. In Weiss & Haber (orgs) Perspectives on Embodiment – The Intersections of nature and culture. New York: Routledge, 1999, 79-102.

LAKOFF, George. JOHNSON, Mark. Philosophy in the Flesh – The Embodied Mind and its Challenge to Western Thought. New York: Basic Books, 1999.

LAKOFF, George. JOHNSON, Mark. Metáforas da vida cotidiana. São Paulo: EDUC, 2002.

QUEIROZ, João. Considerations on Lakoff & Johnson approach to embodied cognitive science – Philosophy in the Flesh: Embodied Mind and it’s Challenge to Western Thought. 2001. Galáxia 1:1, 227-230. (In: Brain & Mind: Eletronic Journal of Neuroscience). Disponível on line em http:// www.epub.org.br/cm/home_i.htm. Acessado em 2004.)